Cada vez que leio e escrevo mais sobre política, mais percebo que nada sei, e que os políticos, menos ainda!
Nosso já cansado assunto Renan Calheiros tem mais uma aberração. Pois não foi que o distinto senador afirmou ontem em alto e bom som que o seu julgamento deve ser um julgamento técnico, e não político!
Renan (me permita tratá-lo com essa informalidade, afinal, já falei tanto de você, ooops, V. Exa.), o Senado Federal, assim como qualquer casa legislativa, só profere julgamentos políticos! Quer ver? Lembra do Fernando Collor de Mello? Aquele, ex-Presidente da República, e hoje seu colega, igualmente senador da República.
O Collor foi o primeiro Presidente da história brasileira a ser condenado num processo de impeachment. Quando do seu julgamento pelo Senado Federal, após autorização dada pela Câmara dos Deputados, o então Presidente foi condenado e consequentemente foi arrancado do Palácio do Planalto, e teve seus direitos políticos suspensos por 8 anos.
Não satisfeito, o Collor ingressou com um Mandado de Segurança junto ao STF para anular a sessão, que não logrou êxito (MS 21.689-1 DF). Para além disso, o STF se pronunciou na (AP 307-3 DF) que não havia provas que demonstrassem o envolvimento do ex-Presidente nos crimes, pelos quais, ele foi politicamente cassado.
Que o brasileiro tenha memória curta, vá lá, mas o sr. Senador, como colega do Collor, não deveria esquecer disso não, mesmo porque, como político, o sr. também poderá ser, um dia, julgador político de algum outro companheiro.
Mas me diz só mais uma coisa: e a gravação entre o lobista e o advogado da sua amante, que confirmam o envolvimento nesse lamaçal? É técnico, ou político?
No princípio, era o verbo! Como dito na postagem inaugural, pretendo fazer desse blogo o filho substituto para o orkut. Seus comentários serão sempre benvindos, desde que respeitosos, ainda que contrários às minhas impressões. Entre e sinta-se em casa.
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
O forno tá esquentando, e o Jáder é o pizzaiolo

Mais um capítulo da novela Renan Calheiros.
O interino vice-presidente do Conselho de Ética, Aldemir Santana (DEM-DF), que subituía Sibá Machado (PT-AC), saiu para dar lugar ao atual presidente Leomar Quintanilha (PMDB-TO), eleito pelos integrantes do órgão. A vitória de Quinatinlha foi por 9 votos, contra 6 destinados ao tucano Arthur Virgílio (AM) na disputa pela presidência do Conselho.
O interino vice-presidente do Conselho de Ética, Aldemir Santana (DEM-DF), que subituía Sibá Machado (PT-AC), saiu para dar lugar ao atual presidente Leomar Quintanilha (PMDB-TO), eleito pelos integrantes do órgão. A vitória de Quinatinlha foi por 9 votos, contra 6 destinados ao tucano Arthur Virgílio (AM) na disputa pela presidência do Conselho.
Como podemos verificar, Quintanilha é do mesmo partido do investigado, e aliado fiel do investigado, uma impropriedade. A eleição ocorreu após mais de 12 horas de negociações, conchavos e várias articulações frustradas, PMDB e PT se uniram na noite de ontem para eleger o atual presidente do Conselho desaregimentado!
Mas quem é Leomar Quintanilha? Segundo informações obtidas no site da Folha de São Paulo, Quintanilha é um dos senadores que mais trocaram de partidos na Casa. Fazendeiro, ele migrou do PMDB para o PC do B em 2005. Voltou ao PMDB no ano passado. Antes, fez parte do extinto PFL, sigla que deixou em 2003. Foi presidente da Arena, partido de sustentação da ditadura militar, em Araguaína, em 1976, e eleito deputado federal pelo PDS (sucessor da Arena, em 1988).
Ainda não consigo entende algumas coisas: como pode um Conselho de Ética não possuir um regimento interno que disciplina o seu funcionamento? Até mesmo o mais simples dos condomínios possui um regimento interno. O medo de perder o poder de pressionar politicamente os seus colegas é tão grande assim, que impede Renan Calheiros de renunciar a Presidência?

Jader Barbalho (deputado federal pelo PMDB-PA) é o principal conselheiro de Renan, especialmente em matéria de evitar a renúncia a qualquer custa. Se Renan passar a ser um “mero” Senador da República novamente, não terá como exercer forte pressão política no sentido de sua absolvição, mesmo porque a votação do relatório da Comissão de Ética, pasmem, é secreta.
No próximo post, vamos conhecer um pouco mais sobre Jader Barbalho
Antes, se imaginava que apenas a Câmara dos Deputados fosse contaminada pela corrupção, pela desorganização, pelos bate-bocas intermináveis e infrutíferas. Lembram quando o Clodovil comparou o plenário da Câmara a um mercado? Ninguém presta atenção ao que ninguém fala? O Senado, de fato, sempre foi uma instituição mais serena, comedida. Talvez pela idade constitucionalmente exigida para ser Senador da República, assim como o peso do nome, que vem desde Roma antiga. Para candidatar-se ao Senador, o cidadão deverá ter pelo menos 35 anos de idade, a mesma para Presidente da República, para candidatar-se à Câmara dos Deputados, 21. O curioso é que o Presidente da Câmara assume antes do Senado, na ordem sucessória da Presidência da República.
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Cai Sibá, sobe Santana

Agora minha vaquinha foi para o brejo!
O até então presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, por volta das 20:50 desta terça-feira, entregou os pontos, digo, a presidência da Comissão.
Alegou em seu comunicado, que o Conselho "começava a se contaminar".
Com a renúncia, assume interinamente o vice-presidente do Conselho de Ética, Aldemir Santana (DEM-DF). Como os meus emails para o ex-presidente não foram respondidos, vou importunar agora o atual presidente, cujo endereço eletrônico é: adelmir.santana@senador.gov.br
Mais uma vez, convoco meus leitores a me ajudarem nessa empreitada.
Dentro desse forno todo, parece que outras pizzas começam a ser preparadas. Como pode um presidente de um conselho, denominado de ética, afirmar que o próprio órgão começa a se contaminar, e a providência que toma é se afastar? Penso que a opção mais sensata seria não se afastar, mas afastar a fonte irradiadora da contaminação. Mas bem, isso depende de que tipo de contaminação está acontecendo: para o bem, ou para o mal, e, de quem?
Ah não Sibá....

Desculpe Exmo. Sr. Senador da República pelo Estado do Acre (ele é do PT), mas estou deveras chateado.
Já enviei 2 emails para V. Exa. questionando qual era o dispositivo que lhe autoriza a enviar ao seu colega de "trabalho" Renan Calheiros, as perguntinhas que serão, ou seriam feitas para investigar o desvio de conduta ética do último. Pode ir ver nos seguintes atalhos: 01 e 02.
Agora, leio incrédulo nos noticiários que V. Exa. ameaça renunciar por não encontrar nenhum outro colega que queira ser o relator do processo ético contra o já citado Renan.
Tá, tudo bem, mas pelo menos responda ao meu email, tá bom?
Caso V. Exa. não responda, poderia encaminhar a mensagem para a próxima vítima, perdão, próximo Presidente da Comissão, para que ele possa me esclarecer essa dúvida?
(foto do repórter Lula Marques/Folha)
domingo, 24 de junho de 2007
Até agora, nenhuma resposta
Desde o dia 21.06 que enviei uma mensagem eletrônica ao senador Sibá Machado, questiona
ndo qual é o dispositivo de norma, seja do Conselho de Ética, ou do Regimento Interno do Senado Federal, que autoriza a Comissão a enviar as perguntas, previamente ao investigado, no caso, o sen. Renan Calheiros.
Quem quiser me ajudar nesta empreitada, o email é: siba@senador.gov.br
Se obtiver respostas, prometo postar aqui no blog.
ndo qual é o dispositivo de norma, seja do Conselho de Ética, ou do Regimento Interno do Senado Federal, que autoriza a Comissão a enviar as perguntas, previamente ao investigado, no caso, o sen. Renan Calheiros.Quem quiser me ajudar nesta empreitada, o email é: siba@senador.gov.br
Se obtiver respostas, prometo postar aqui no blog.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
É só isso que queremos saber, ok Renan?
Lendo os noticiosos de hoje, deparei-me com mais uma notícia que causa estranheza. Trata-se da investigação que está sendo feita em desfavor do Senador pelo PMDB alagoano, Renan Calheiros, atual Presidente do Senado Federal.
O que me causou espanto foi o fato do Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Sibá Machado (PT-AC), enviar ao investigado, previamente as perguntas que serão feitas para que o senador possa estar preparado.
Ora, mas o que é isso? Isso significa dizer que outras perguntas estarão vedadas aos demais integrantes do Conselho investigador? A liberdade de investigar, ao meu ver, esbarra apenas nas premissas constitucionais.
Curioso como sou, fui buscar amparo legal para a determinação do Presidente do Conselho, afinal, este afirmou que existe amparo regimental para tanto.
Li o Regimento Interno do Senado Federal, assim como o Código de Ética e Decoro Parlamentar, e nada encontrei. Convido meus leitores a igualmente fazer essa busca nos citados documentos, basta clicar nos respectivos termos.
Li o Regimento Interno do Senado Federal, assim como o Código de Ética e Decoro Parlamentar, e nada encontrei. Convido meus leitores a igualmente fazer essa busca nos citados documentos, basta clicar nos respectivos termos.
De qualquer sorte, enviarei uma mensagem eletrônica para o ilustre senador, questionando em qual diploma legal se encontra essa previsão. Caso obtenha resposta, volto a postar e me desculpar pelo lapso de minhas pesquisas.
Outro fato curioso é que já se vai para o 3o. relator do processo. Por que será essa dança de cadeiras? Proteger, absolver ou demonstração de força do senador Renan Calheiros?
Caso alguém queira me ajudar nessa empreitada, o email do senador Sibá Machado é: siba@senador.gov.br
Saludos!
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