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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Crise aérea, até quando?

Caros,
após saber de mais esse acidente da aviação brasileira que vitimou, quem sabe, duas centenas de vidas, fiquei realmente triste. Os atrasos, os aborrecimentos, são dissabores que chateiam, mas nos deixam a oportunidade de experimentá-los novamente a qualquer dia, qualquer hora, sob qualquer circunstância.
Mas esse acidente não pode ser encarado como qualquer outro.
A pista do aeroporto de Congonha, foi liberada quatro mêses atrás para pousos e decolagens, quando ainda estava, e está, inacabada. Faltava o chamado "grooving", sulcos no asfalto para drenar a água e fazer maior aderência às aeronaves.
Como pode, há mais de 4 mêses uma pista inacabada estar em funcionamento? Quantas milhares de vidas foram arriscadas diuturnamente naquela fábrica de mortes?
Eu mesmo, corri risco de morte pelo menos duas vezes esse ano, naquele local.
Felizmente, ainda estou aqui para contar a história e registrar mais um protesto.
Basta de jeitinho quando se trata de vidas, de responsabilidades e de governo.
Quem agora irá dizer: "Relaxa e goza"?
Lula, basta!

terça-feira, 10 de julho de 2007

MP-RJ denuncia jovens acusados de agredir doméstica

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE) denunciou hoje à Justiça os cinco jovens presos pela agressão à doméstica Sirley Dias de Carvalho, em 23 de junho, na Barra da Tijuca. A denúncia do MPE, porém, foi menos dura do que o indiciamento policial.

Rubens Arruda, Rodrigo Bassalo, Júlio Junqueira, Leonardo Andrade e Felippe Macedo Nery Neto foram denunciados à Justiça por roubo qualificado pelo concurso de pessoas e lesões corporais, crimes cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão.

Os jovens estão presos preventivamente por ordem da 38.ª Vara Criminal. Sirley, que teve um dos braços quebrados ao tentar proteger o rosto do chute dos seus agressores, continua afastada do trabalho.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

A importância do doce veneno do escorpião

Recebi de um amigo o seguinte email:

"Na prova para a Agência Nacional de Aviação Civil, ANAC, a questão número 59, da prova de conhecimentos específicos, demonstra bem o que alguém precisa saber para trabalhar no órgão.

59 - A garota de programa Bruna Surfistinha tornou-se um dos maiores sucessos do mercado literário brasileiro, em 2005, com o livro:
a) A pessoa é para o que nasce
b) O doce veneno do escorpião
c) O céu de Suely
d) No quarto de um motel
e) Madame Satã"


Pra quem teve dúvida em responder essa questão, eu ajudo. Bruna Surfistinha foi a personagem criada pela srta. Raquel Pacheco, que se prostituía. Em seu livro, "O doce veneno do escorpião", descreve os programas de Bruna Surfistinha com homens, mulheres e casais em seu flat.


Isso de fato deve ser muito relevante, como conhecimentos gerais. Como o concurso é para o preenchimento de cargos da ANAC - Agência Nacional da Aviação Civil, será que tem algo com a crise da aviação no Brasil?

Como disse meu amigo, para os discípulos de São Tomé, a prova está acessível no site da ANAC.

Tô começando a ficar com medo


Apesar de serem graus diferentes, um, a nível de ensino secundário, e eu superior, como já dizia minha santa vózinha, quando a barba do vizinho arde, é melhor por a minha de môlho.
Numa versão quase parecida com a já experimentada diversas vezes pelos americanos do Norte, uma dupla de alunos encapuzados, covardemente dispararam pelas costas, o professor de educação física, Adair José Marcon, 32 anos, em Biguaçu, Florianópolis (SC). O crime aconteceu dentro do Ginásio de Esportes Nagib Salum. O professor está conduzindo os alunos para participar dos jogos abertos do município.
A pergunta é: o que está acontecendo com o futuro do Brasil (jovens)?
Uns arrastam criança presa ao cinto de segurança por algumas dezenas de quarteirões, outros, ateam fogo em mendingos, outros, agridem uma empregada doméstica confundida com prostituta, e agora, em pleno labor, um professor é assassinado friamente.
A arma, a exemplo da postada aqui, foi uma 9mm, de uso restrito.
Pára tudo, eu quero descer!

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Banalização da vida


Mais uma demonstração do completo desprezo pelos valores da humanidade.


O caos urbano vitimou mais uma inocente, uma trabalhadora, que ao cumprir a sua função, sofreu a maior perda que poderia imaginar, a própria vida.


Josiane Oliveira de Santana, de 21 anos, foi assassinada após autuar uma moto estacionada em local irregular. Josiane era agente de trânsito e teve a infelicidade de, em Olinda, cruzar o caminho de seu algoz, um policial militar que estava de folga no momento do cometimento do crime. Será que essa impáfia ainda são ecos da ditadura?


Pelas informações do G1, não foi divulgado o nome do acusado, mas as placas da moto encontram-se registradas com a grafia da agente.


Nesses tempos de banalização da vida, muito nos custa enquanto formadores de opinião, relacionar valores como probidade, honestidade, decoro e retidão de caráter. Essa cólera se torna cada dia mais banal, visível e sem importância, assim como o crime é algo normal para crianças nascidas, criadas e morridas em morros de tráfico de drogas.


Esse faz-de-conta-que-não-é-comigo custa caro para todos nós, em especial porque vivemos em nossos condomínios fortalecidos com guaritas, vigilância, cercas eletrificadas, rondas, carros com blindagens, vidros escurecidos; meras bolhas sociais prestes a explodir e lançarnos ao covil dos lobos. Precisamos nos conscientizar que esse segregacionismo fomenta cada vez mais abismos sociais.


Me lembra Bertold Brecht:



Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)