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terça-feira, 10 de julho de 2007

MP-RJ denuncia jovens acusados de agredir doméstica

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE) denunciou hoje à Justiça os cinco jovens presos pela agressão à doméstica Sirley Dias de Carvalho, em 23 de junho, na Barra da Tijuca. A denúncia do MPE, porém, foi menos dura do que o indiciamento policial.

Rubens Arruda, Rodrigo Bassalo, Júlio Junqueira, Leonardo Andrade e Felippe Macedo Nery Neto foram denunciados à Justiça por roubo qualificado pelo concurso de pessoas e lesões corporais, crimes cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão.

Os jovens estão presos preventivamente por ordem da 38.ª Vara Criminal. Sirley, que teve um dos braços quebrados ao tentar proteger o rosto do chute dos seus agressores, continua afastada do trabalho.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Por fim, indiciados!

A Polícia Civil do Rio indiciou ontem sob acusação de tentativa de latrocínio, formação de quadrilha ou bando e lesão corporal os jovens presos por ter roubado e agredido a doméstica Sirlei Dias de Carvalho, 32, em 23 de junho, na Barra da Tijuca. O inquérito foi entregue ao Ministério Público do Rio. Felippe Nery, 20, Rubens Arruda, 19, Leonardo Andrade, 19, Júlio Nogueira, 21, e Rodrigo Bassalo, 21, cumprem prisão preventiva.
O caso foi comentado por mim na postagem "Doméstica não pode, puta pode!"

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tô começando a ficar com medo


Apesar de serem graus diferentes, um, a nível de ensino secundário, e eu superior, como já dizia minha santa vózinha, quando a barba do vizinho arde, é melhor por a minha de môlho.
Numa versão quase parecida com a já experimentada diversas vezes pelos americanos do Norte, uma dupla de alunos encapuzados, covardemente dispararam pelas costas, o professor de educação física, Adair José Marcon, 32 anos, em Biguaçu, Florianópolis (SC). O crime aconteceu dentro do Ginásio de Esportes Nagib Salum. O professor está conduzindo os alunos para participar dos jogos abertos do município.
A pergunta é: o que está acontecendo com o futuro do Brasil (jovens)?
Uns arrastam criança presa ao cinto de segurança por algumas dezenas de quarteirões, outros, ateam fogo em mendingos, outros, agridem uma empregada doméstica confundida com prostituta, e agora, em pleno labor, um professor é assassinado friamente.
A arma, a exemplo da postada aqui, foi uma 9mm, de uso restrito.
Pára tudo, eu quero descer!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Doméstica não pode, puta pode!


De maneira atrasada venho comentar o fato de uma mulher, em plena madrugada, aguardando no ponto de ônibus a sua condução, ser brutalmente agredida por animais.

O fato passou-se na Cidade Maravilhosa, contra a sra. Sirlei Dias de Carvalho Pinto, agredida na madrugada de sábado pelos srs., Rodrigo Bassalo, 20; o universitário Rubens Pereira Arruda Bruno, 19; o estudante de direito Felipe Macedo Nery Neto, 20; Júlio Junqueira, 21, dono de um quiosque na praia da Barra e estudante de gastronomia; e Leonardo de Andrade, 19, técnico em informática, todos moradores de condomínios de classe alta.

Estamos relativamente acostumados a essas cenas dantescas, brutais, que vez por outra eclodem nas páginas e telas de jornais. Ora são índios, mendigos, alunos em escolas e universidades norte-americanas, agora, uma empregada doméstica.

A falta de sorte dessa sra. começou a desaparecer quando um taxista que presenciou a cena, anotou o número da placa do veículo no qual os agressores empreenderam fuga. A partir de então foi localizado o sr. Felipe Macedo Nery Neto, que aos 20 anos de idade estuda Direito (ou pelo menos está matriculado). Este mesmo sr., quando questionado o por quê de sua atitude (não a de delatar os demais criminosos, mas sim a agressão covarde), respondeu que tentou homicídio contra a vítima por acreditar se tratar de uma prostituta!

Na cabeça dessa criatura existe algo que seleciona qual atividade merece, ou pode sofrer agressão física. Doméstica não pode, puta pode! Não percebe o pobre infeliz, que antes mesmo de alcançar qualquer profissão, o ser, é humano, antes de tudo?

Que critério é esse, fruto de uma mente doentia e vazia de conteúdo, discriminador visual de quem é o quê?

Nesse caso, vamos indagar: puta, com chutes e ponta-pés na cabeça; políticos? Advogados? Juízes? Policiais? Médicos? Fiscais de tributos? E o desempregado? Qual seria a punição para essas profissões?
Se o sr. Nery Neto estuda o Direito, sinto-me muito confortado de não ter sido seu professor, seu colega, e por não ter estudado pelos mesmos livros que ele supostamente lê, e, ainda mais, por ter recebido e assimilado uma educação condizente com o comportamento social harmônico.

Como se não bastasse a agressão, os criminosos roubaram R$ 45,00, os documentos e aparelho celular da vítima.