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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Crise aérea, até quando?

Caros,
após saber de mais esse acidente da aviação brasileira que vitimou, quem sabe, duas centenas de vidas, fiquei realmente triste. Os atrasos, os aborrecimentos, são dissabores que chateiam, mas nos deixam a oportunidade de experimentá-los novamente a qualquer dia, qualquer hora, sob qualquer circunstância.
Mas esse acidente não pode ser encarado como qualquer outro.
A pista do aeroporto de Congonha, foi liberada quatro mêses atrás para pousos e decolagens, quando ainda estava, e está, inacabada. Faltava o chamado "grooving", sulcos no asfalto para drenar a água e fazer maior aderência às aeronaves.
Como pode, há mais de 4 mêses uma pista inacabada estar em funcionamento? Quantas milhares de vidas foram arriscadas diuturnamente naquela fábrica de mortes?
Eu mesmo, corri risco de morte pelo menos duas vezes esse ano, naquele local.
Felizmente, ainda estou aqui para contar a história e registrar mais um protesto.
Basta de jeitinho quando se trata de vidas, de responsabilidades e de governo.
Quem agora irá dizer: "Relaxa e goza"?
Lula, basta!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Quem lembra do Palocci?

Peço licença aos meus leitores e também à Cientista Política Lúcia Hippólito, para reproduzir um texto seu brilhante, comentado a carteirada que o ex-Ministro deu para evitar esperar a resolução do Apagão Aéreo.

Vale a pena visitar!
Aí vai:

"04/07/2007 Palocci não aprendeu nada

Quando Napoleão foi derrotado pelos ingleses em Waterloo, o marquês de Talleyrand, um dos mais refinados políticos do seu tempo, lutou pela volta da dinastia de Bourbon ao trono da França, e a coroa foi para Luís XVIII.
Mas o monarca e seu sucessor, Carlos X, demonstraram a mesma arrogância, o mesmo desprezo pelo povo, que levaram Luís XVI e Maria Antonieta à guilhotina. Não aprenderam as lições da Revolução Francesa.
Em vista disso, Talleyrand cunhou a frase que ficou famosa, a respeito dos Bourbons: “Não aprenderam nada e não esqueceram nada.”
E por que cargas d’água estou trazendo este assunto ao blog?
Porque assisti hoje, no Bom Dia, Brasil, a uma cena que cabe como uma luva na frase de Talleyrand: o atual deputado Antonio Palocci (PT-SP), dando uma carteirada no aeroporto de Guarulhos ontem à noite.
Absolutamente olímpico e indiferente ao sofrimento de centenas de pessoas que penavam mais um dia de completo caos nos aeroportos.
Como ministro, Palocci cometeu um dos maiores crimes num regime democrático: como agente público, usou a mão pesada do Estado para intimidar um cidadão indefeso.
Isto é inadmissível na democracia.O ministro da Fazenda é dono dos nossos segredos. Não pode utilizá-los em proveito próprio, para nos intimidar.
Desde a Magna Carta, em 1215, o cidadão vem sendo protegido contra o arbítrio do Estado e seus agentes.
O que Palocci fez com o caseiro Francenildo é imperdoável. Crime hediondo mesmo.Mas isto é Brasil, o país da impunidade dos poderosos. Palocci foi eleito deputado e desfila garboso pelos salões do país, enquanto o caseiro Francenildo está desempregado.
Afinal, quem quer contratar um caseiro “dedo-duro”?!
Pois ontem, Palocci mostrou que, tal como os Bourbons, não aprendeu nada nem esqueceu nada.
Não aprendeu que não se pode usar a função pública em benefício próprio, não aprendeu que ser agente público é para servir ao público e não se servir do público, não aprendeu que precisa prestar contas de seus atos à sociedade.
Mas Palocci também não esqueceu como se dá uma boa carteirada. Não esqueceu que no Brasil todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais do que outros.
Pobre país."

Apagão aéreo

O Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, que é uma associação de consumidores fundada em 1987, disponibilizou em seu site um modelo simples de petição judicial a ser impetredada junto a juizados especiais, visando acionar as companhias aéreas no sentido de ressarcir os danos materiais e morais decorrentes do apagão aéreo.
Quem quiser baixar a petição, basta clicar aqui.
Já percebemos que esse imbróglio irá durar indefinidamente, assim, quem tiver interesse em reaver parte do prejuízo, pode ingressar com essa ação, adaptando o modelo ao seu caso particular.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Infraero: A Missão

Achei muito interessante fuçar o site da INFRAERO (www.infraero.gov.br).

Gostei da página "Institucional", onde está registrada a missão da companhia: "Atender às necessidades da sociedade relativas à infra-estrutura aeroportuária e aeronáutica, de modo a contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil, primando pela eficiência, segurança e qualidade".

Faltou uma adaptação "Infraero: contribuindo para o seu relaxamento e gozo".

Enquanto isso, para amenizar os atrasos, ficou decidido que o número de vôos será reduzido. Peraí, então não era para aumentar o número de controladores? O apagão aéreo não é fruto, segundo o governo, do desenvolvimento? Diminuir o número de vôos, além de trazer ainda mais prejuízo às companhias aéreas, irá afetar ainda mais os usuários, que necessitam desse meio de transporte para lazer, trabalho, saúde.

Alguém já parou pra pensar um órgão que precisava ser transportado de uma localidade a outra, a fim de transplante, ou, uma máquina cirúrgica para uma intervenção médica, tudo isso parado por conta do "desenvolvimento". Por isso que o timoneiro mandou os ministros calarem a boca.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Novo painel da Infraero

Por determinação da ministra Marta Suplicy, assim devem ser os novos painéis da Infraero:






quarta-feira, 20 de junho de 2007

Apertem os cintos, o Ministro admitiu!

Graças a Deus consegui chegar em casa!
Pensei que a Dengue, ou a virose, ou a pneumonia (os médicos ainda estão decidindo qual enfermidade me acometeu) não fosse me derrubar mais do que o pronunciamento do nosso Ministro da Defesa, Waldir Pires.

Em pronunciamento feito hoje na Cidade da Luz (Paris), o Ministro afirmou que daqui pra 2008 os pouso e decolagens devem normalizar. Menos mal, pelo menos ele sabe o que está acontecendo!

O pior é que disse que só ira normalizar quando forem contratados "controladores suficientemente treinados"! Como assim Ministro? Isso dizer que os que aí estão não o são?

Amigos leitores, eu juro que tento compreender esse governo e seus integrantes, mas cada dia que passa, essa tarefa fica mais difícil.


Ainda bem que o Brasil é um país de fé!

Eu quero um Habeas Corpus!


O Habeas corpus é um remédio constitucional que assegura ao cidadão, o direito de ir e vir.

Depois de meses a fio, pude perceber que já não posso andar de carro, a pé, ônibus, barco, trem ou avião!

Se vou de carro, tenho que pagar pedágio e a revisão do carro quando do retorno, porque as estradas são intransitáveis. Se resolvo ir a pé, não passo da primeira esquina sem sofrer um assalto. Caso seja de ônibus, bem, a demora, aliado com a buraqueira, torna a viagem beirando o insuportável. Barco? Como assim? Trem? Só se for na Europa. Avião? Pobre do Santos Dumont deve estar se remoendo em seu túmulo.