A comunidade internacional está arrepiada com a possibilidade do surgimento de uma guerra entre Colômbia e Equador.
Tudo se deve em virtude da invasão territorial promovida pelo primeiro, contra o segundo. Alega a Colômbia que o Equador, e igualmente Venezuela possuem estreitas ligações com a FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia–Exército do Povo (em castelhano Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia).
As FARC são classificadas como uma organização terrorista por países da União Européia e os Estados Unidos da América e a ela atribui-se o seqüestro de mais de seis mil pessoas nos últimos dez anos, além de ser acusada de recrutar adolescentes como soldados.
No dia 1º de março de 2008 as FARC sofreram seu maior revés em 4 décadas de guerrilha: a morte de seu segundo membro mais importante, Raúl Reyes, pelo exército colombiano. O ato desencadeou questões diplomáticas entre a Colômbia e o Equador, pois na ação o território equatoriano foi violado pelas forças armadas colombianas. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também manifestou repúdio à ação dos colombianos (à qual chamou de covarde) e ordenou a retirada de seu embaixador em Bogotá.
Por uma lado, o Presidente da Colômbia afirma possuir provas que incriminam Chávez de pagar US$ 300 milhões à FARC, quando da negociação da libertação de reféns, o que financiaria a guerrilha. Acusa igualmente o Presidente do Equador e seu Ministro da Segurança de serem coniventes com a FARC. Por outro lado, os ofendidos pelos atos comlombianos, afirmam a Colômbia de ter agido dessa forma por ordem dos americanos do norte.
A realidade é que de fato houve a invasão armada territorial, pior ainda, bélica, ignorando a soberania de um Estado e a independência do povo.
Os fins não justificam os meios, como preferem acreditar alguns, e em política, especialmente no que tange a relações internacionais.
Por seu turno, o governo do Brasil ainda encontra-se "em cima do muro", demonstrando uma prudente posição de cautela, sem perder o bom senso, como afirmado pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, reconhecendo a impropriedade da malsinada ação colombiana.
Espero que este não seja mais um episódio histórico mundial, sem que se conheça a origem da sua causa.
No princípio, era o verbo! Como dito na postagem inaugural, pretendo fazer desse blogo o filho substituto para o orkut. Seus comentários serão sempre benvindos, desde que respeitosos, ainda que contrários às minhas impressões. Entre e sinta-se em casa.
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terça-feira, 4 de março de 2008
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Movemos a palha!!!
Na minha penúltima postagem eu falei que o Brasil e outros países do Mercosul não haviam movido uma palha para aprovarem, em seus parlamentos locais, o ingresso da Venezuela no bloco econômico da América do Sul.
Pois bem, à data de hoje, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou a adesão da Venezuela ao Mercosul. A proposta agora segue para o plenário da Câmara.
O projeto ratifica o texto do protocolo assinado em Caracas, em julho de 2006, pelos países que fazem parte do bloco econômico (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).
Os partidos da base aliada votaram a favor do projeto, além do PSOL e PV. Os deputados do DEM, PSDB e PPS votaram contra o texto do protocolo.
O relator do projeto, deputado Paulo Maluf (PP-SP), argumentou que a adesão da Venezuela ao Mercosul está de acordo com o artigo 4º da Constituição brasileira, que orienta o país a buscar a integração econômica, política, social e cultural com a América Latina.
Em que pese minha opinião pessoal a respeito do Presidente da Venezuela, sou amplamente favorável ao ingresso daquele Estado no Mercosul. Não se trata de uma aprovação ao governo de Chávez, mas sim, em cumprir o que diz o artigo 4o. da nossa Constituição.
Pois bem, à data de hoje, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou a adesão da Venezuela ao Mercosul. A proposta agora segue para o plenário da Câmara.
O projeto ratifica o texto do protocolo assinado em Caracas, em julho de 2006, pelos países que fazem parte do bloco econômico (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).
Os partidos da base aliada votaram a favor do projeto, além do PSOL e PV. Os deputados do DEM, PSDB e PPS votaram contra o texto do protocolo.
O relator do projeto, deputado Paulo Maluf (PP-SP), argumentou que a adesão da Venezuela ao Mercosul está de acordo com o artigo 4º da Constituição brasileira, que orienta o país a buscar a integração econômica, política, social e cultural com a América Latina.
Em que pese minha opinião pessoal a respeito do Presidente da Venezuela, sou amplamente favorável ao ingresso daquele Estado no Mercosul. Não se trata de uma aprovação ao governo de Chávez, mas sim, em cumprir o que diz o artigo 4o. da nossa Constituição.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Chavez, o bravateiro - parte 2
Estava eu lendo os pergaminhos deste blog, quando me dei conta do que havia escrito há algum tempo a respeito de nossa "vizinho" sulamericano, Chavinho. É... aquele que o Rei Juan Carlos mandou se calar e ele disse que não ouviu.
No dia 03 de julho do presente ano, o presidente venezuelano Hugo Chávez esperneava porque os Congressos de Brasil e Paraguai não ratificaram o processo de adesão de seu país ao Mercosul.
Após o estribucho, firmou o prazo de 03 meses para os demais países soberanos cumprirem seu ultimato.
Bom, até onde eu sei, nós e os outros vizinhos paraguaios não movemos uma palhinha sequer em respeito ao prazo estabelecido pelo Chavinho (isso, isso, isso).
Pois bem, será que irá cumprir a promessa e pedir pra sair?
No dia 03 de julho do presente ano, o presidente venezuelano Hugo Chávez esperneava porque os Congressos de Brasil e Paraguai não ratificaram o processo de adesão de seu país ao Mercosul.
Após o estribucho, firmou o prazo de 03 meses para os demais países soberanos cumprirem seu ultimato.
Bom, até onde eu sei, nós e os outros vizinhos paraguaios não movemos uma palhinha sequer em respeito ao prazo estabelecido pelo Chavinho (isso, isso, isso).
Pois bem, será que irá cumprir a promessa e pedir pra sair?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Chavez, o bravateiro
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que, se os Congressos de Brasil e Paraguai não ratificarem o processo de adesão de seu país ao Mercosul nos próximos três meses, ele desistirá da idéia de entrar no bloco. 'Se não for feito em três meses, nos retiraremos por dignidade, porque consideramos uma falta de respeito', afirmou ele, em um discurso transmitido em cadeia de rádio e televisão.O interessante é que Chávez afirmou que a Venezuela tem muito menos a perder se não entrar, do que o próprio bloco econômico.
Mal sabe o ditador latino, repressor da liberdade de expressão, que política, especialmente a da boa vizinhança com outros Estados Soberanos, não se faz com bravatas, ameaças ou ultimatos.
PS. Para descontrair: será que ele não poderia ser o relator da Comissão, digamos, de Ética do Senado? Renan ia conseguir segurar o impéto dominador do Chapolin Colorado?
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